Apesar de ser uma doença de origem genética, o hábito de coçar os olhos também pode desencadear ou agravar a ceratocone.

O ceratocone é mais comum em jovens, mas também pode aparecer na infância ou adolescência. Geralmente, a doença se estabiliza após os 35 anos de idade. Mas, até lá, atenção e cuidados ainda são necessários para prevenir sua progressão, o que pode levar ao transplante de córnea em casos graves.

O ceratocone é caracterizado por afinamento e deformação da membrana. O tecido é irregular e mais afilado. Os sintomas são miopia e astigmatismo alto, acompanhados de baixa visão.

É preciso estar atento, pois essa situação pode surgir na infância. A dificuldade de enxergar deve sempre exigir que os pais levem seus filhos para um avaliação médica.

Normalmente, a doença é descoberta durante as consultas oftalmológicas de rotina durante a adolescência. Como a doença altera gradualmente a curvatura da córnea, essa deformação não é imediatamente visível.

Primeiro, os pacientes tendem a desenvolver astigmatismo ou miopia. Então, a visão fica turva e com dificuldade de se ver com clareza, especialmente à noite.

Coceira

A coceira nos olhos é um sintoma e pode ser uma espécie de alerta, que pode ajudar no diagnóstico dos pacientes. Quanto antes você procurar um oftalmologista, melhores serão suas chances de controle. Para pacientes com ceratocone, é muito importante não coçar os olhos.

Tratamento

Desde que os pacientes com ceratocone sigam as instruções de não coçar os olhos, ameniza a possibilidade de alcançar o estágio em que o transplante de córnea é necessário.

Quando o ceratocone está de forma leve e inicial, o problema pode ser resolvido com o uso de óculos ou lentes, bastando apenas observar a evolução da doença. Quando é determinado que qualquer intervenção é necessária, existem tratamentos eficazes que podem retardar a progressão da doença.